segunda-feira, 10 de março de 2008

Ponto de situação do Projecto

Lista provável de audiobooks a realizar:

1 - Prelúdio (citação de parte do livro "Assim Falava Zaratustra" de F.Nietzche
2 - Conto de terror/thriller/suspense "5 da manhã" de André Cardoso
3 - Sonorização de Poema "Álcool" de Mário Sá Carneiro
4 - Conto Cómico "Os três caloiros (adaptação do conto popular "Os três porquinhos")" de André Cardoso
5 - Conto Infantil "Quanto eu gosto de ti" de Sam Mc Bratney
6 - Interlúdio - Composição musical
7 - Sonorização da Carta de Fernando Pessoa a Mário Sá Carneiro
8 - Sonorização do Poema "Vinho do Assassino" de Charles Baudelaire
9 - Sonorização do Poema "Aparição Amorosa" de Charles Baudelaire
10 - Conto Cómico "Um Final Trágico" de André Cardoso
11 - Sonorização de Poema - "Uma anjinha com asas partidas" de "Death Yoshi"
12 - Final - Sonorização de "O Sonho - O Tédio" de "Fernando Pessoa", in "O Livro do Desassossego, Pág.41"

terça-feira, 4 de março de 2008

Recording drums...

Poema: "Uma anjinha com asas partidas"

Uma anjinha com asas partidas

Tropeçaste no ar...

tentaste não cair... mas apanhei-te no meu colo...

Hesitaste em me olhar... quiseste fugir...

mas estavas magoada demais para partir...

E foste o acontecimento mais importante do dia...

Tudo o que disse a Deus que queria...

O sangue das asas que te tentaram arrancar...

foram mais um pretexto para te convencer a ficar...

Observas o céu com vontade de voar...

mas eu não percebo como nunca te vieram cá buscar...

E tocas-me as mãos numa tentadora despedida...

embora eu saiba que te vais...

Eu não quero ficar sem te dizer que me devolveste à vida...

Death Yoshi

História para crianças "O Rei da Coelândia"



No meio da floresta havia um reino muito bem organizado. Era o reino de Coelândia. As casas eram tocas bem feitas, limpas e abrigavam, cada uma, uma família numerosa de coelhos. Eles viviam em harmonia. Os coelhos machos trabalhavam na lavoura plantando cenoura e verduras para o sustento da comunidade. As coelhas cuidavam da casa, dos filhos e do estoque de alimentos. Na época da colheita o trabalho dobrava para os coelhos e, muitas vezes as coelhas, depois de alimentar os filhotes, iam dar uma ajuda para agilizar o trabalho.

O rei da Coelândia era um coelho grande de pêlo branco, olhos vermelhos e muito bondoso. Seu nome era Floco de Neve. A justiça era o seu forte. Ele não explorava os seus súditos com altos impostos, nem taxa disso ou daquilo, por isso era muito querido. Havia paz e prosperidade no seu reino. Na festa da Páscoa os seus vassalos se reuniam, preparavam uma mesa com muita comida e convidavam o rei para comemorar com eles. Como era viúvo e sem filhos, ele comparecia, com toda a sua corte, e confraternizava com todos os coelhos. Os coelhinhos adoravam o rei porque ele contava histórias, dava presentes e participava das brincadeiras. Depois de terminada a ceia, o monarca partia para o seu castelo, a toca mais bonita, construído num pequeno morro, para se recolher a sua solidão.

Naquela última páscoa, depois de arrumarem tudo, os coelhos fizeram uma reunião. O general que comandava o exército disse:

- Precisamos encontrar uma esposa para o nosso rei. Não é justo que ele viva tão só.

Todos aplaudiram e aprovaram a idéia. Uma coelha muita sábia perguntou ao general onde poderiam buscar uma esposa se todas as coelhas do reino já eram casadas e as solteiras ainda estavam na fase da infância. Foi aí que um coelho cinzento, com óculos na ponta do nariz, disse:

- E se fôssemos procurar em outro reino? Talvez encontrássemos a coelha perfeita para o rei Floco de Neve.

- Tens razão, amigo! Vamos formar uma comissão e partir para o reino de Cenourinha. Vamos falar com o rei de lá. Ninguém deve contar nada ao rei porque será uma surpresa. – arrematou o general.

Fizeram os preparativos para a viagem. Avaliaram os perigos que iam correr porque Cenourinha ficava muito longe. No dia seguinte eles partiram. No primeiro dia de viagem encontraram uma fuinha que avisou:

- Cuidado com os lobos. Eles costumam caçar a noite e como já está escurecendo, acho bom que se recolham.

- Obrigado, amiga! Você pode me indicar um lugar onde possamos passar a noite? – perguntou o general.

- Olhe, - disse a fuinha – naquela subida tem uma toca abandonada. Lá morava uma cascavel de rabo de chocalho, ela se mudou no mês passado. Vocês podem dormir lá esta noite. Assim fez o general e seus comandados.

No dia seguinte, descansados, continuaram a viagem. Depois de dois dias de andança, os coelhos encontram um rio caudaloso pela frente. O general deu a ordem:

- Parem! E todos pararam diante daquela imensidão de água. Os soldados queriam saber do general qual era a sua estratégia para atravessar o rio, já que o reino de Cenourinha ficava do outro lado. Enquanto eles confabulavam surgiu, na margem do rio, uma enorme tartaruga de água doce. Ela olhou para aquele grupo de coelhos e perguntou:

- Que fazem aqui?

- Bem, nós precisamos chegar ao reino de Cenourinha. Estamos procurando uma princesa para casar com o nosso rei. – respondeu um tenente, antecipando-se ao general.

- Talvez eu possa ajudar. – disse a tartaruga Tipiti – Posso levar de dois em dois para o outro lado.

- Isso é maravilhoso! – gritou o cabo jogando o seu quepe para o alto.

E assim foi feito. Dois coelhos por vez nas costas da tartaruga e antes de escurecer já estava do outro lado o batalhão militar de Coelândia. A tartaruga desejou boa sorte a todos com a recomendação de que eles escolhessem a melhor princesa para o rei Floco de Neve, lembrando-lhes que nem toda princesa é uma princesa de caráter e de modos. A realeza está na alma. Continuaram a caminhada. Algumas horas depois eles avistaram os portões de Cenourinha. Apertaram o passo. Chegaram. O general bateu no pesado portão e esperou. Lentamente o portão foi se abrindo e um soldado, vestido com uma farda cor-de-cenoura, perguntou:

- Quem és tu? De onde vens?

- Eu sou o general Coelino Folha Verde, comandante das tropas do rei Floco de Neve, amado monarca das terras de Coelândia. Desejo muito falar com o rei de Cenourinha. Podes levar-me à presença dele?

O soldado tocou a corneta e, da porta do palácio, saiu um escolta de dez coelhos marrons e brancos. Aproximaram-se. O soldado disse ao chefe da escolta:

- Acompanhem o general Coelino para uma audiência com nosso rei.

Assim foi feito. Diante do rei de Cenourinha, um coelho já um tanto velho, o general contou a história e perguntou se havia possibilidade de ser escolhida uma princesa para reinar ao lado de Floco de Neve. O rei Dentinho II, esse era o seu nome, ordenou que fosse feito um concurso para escolher a melhor e a mais bonita nobre para casar com o rei Floco de Neve, porque ele não tinha filhas, só filhos. Foram três semanas de muito trabalho e nada. As candidatas não preenchiam os requisitos estipulados pelo general Coelino. A tropa já estava se preparando para voltar de mãos abanando, quando o general, em passeio pelas terras distantes de Cenourinha, avistou, saindo de uma toca simplesinha, uma formosa coelha, branca como a neve, olhos lindos e saltos elegantes. Então ele perguntou ao guia que o acompanhava:

- Quem é aquela criatura tão formosa?

- É a filha do coelho Joca, fornecedor das melhores cenouras que este reino já viu. É ele quem abastece o palácio real.

- Quero falar com ele. – exigiu o general.

A linda coelha havia se afastado da casa quando o general bateu e Joca abriu a porta, arregalando os olhos.

- Quem são vocês? – perguntou assustado.

- Não tenha medo! – disse o general sorrindo – eu sou do reino de Coelândia e estamos procurando uma princesa para casar com o nosso rei que vive muito só.

- Minha filha não é uma princesa e eu sou apenas um lavrador.

- Não quer chamar a sua filha para que nós perguntemos a ela se não quer se casar com um rei? – insistiu o general.

- Ela já está longe. Hoje é dia de prestar assistência às famílias mais pobres de Cenourinha. Ela é professora e graças a ela nesta região não existe um só coelho que seja analfabeto. – disse o pai com orgulho.

- Esta é a coelha ideal para o nosso rei. – disse Coelino aos coelhos do seu batalhão.

E acompanharam o coelho Joca. Andaram bem umas duas horas e chegaram a um local muito bonito. Tinha cachoeira, um gramado bem verdinho, mais para o fundo uma toca cheiinha de cenoura para o almoço de todos e no centro do gramado ficava a sala de aula. Os coelhinhos, sentados, prestavam toda a atenção aos ensinamentos da professora. Quando a linda coelha viu seu pai perguntou:

- Papai, que fazes aqui? Quem são estes senhores?

- Filha, o general quer falar com você...

E a coelha Suzeni ouviu a proposta. Ao final da conversa ela pediu um tempo para pensar. O tempo foi dado. Dois dias, disse o general. No terceiro dia Suzeni já tinha a resposta. Aceitaria casar com Floco de Neve se ele ajudasse o rei de Cenourinha no desenvolvimento do reino, já que Coelândia era muito mais rica. O general disse sim, mas ficou preocupado. E se o rei não gostasse de Suzeni, como ficaria a promessa? Impossível não gostar de uma criatura como ela pensava o general durante a viagem de volta a Coelândia.

Chegaram numa tarde quente. Todos os moradores de Coelândia estavam a espera. Quando viram Suzeni a exclamação foi uma só:

- Meu Deus, como é linda!

O general explicou ao povo que Suzeni não era uma princesa de origem, mas tinha uma alma de rainha e, por isso, era digna de se casar com o rei. Agora era só marcar o dia para apresentar a coelha ao rei. Ela ficou hospedada na casa do general. Enquanto eles decidiam, Suzeni saiu para conhecer o reino. Olhava tudo admirada. Como era bonito. Tudo bem cuidado. Estava pensando na diferença entre os dois reinos quando, quase atropelando, deu de cara com aquele coelho bonito, não muito jovem, mas também não era velho.

- Desculpe. - disse ela envergonhada.

- Não foi nada. Eu nunca vi você por aqui. – disse ele.

- Eu não sou daqui. Eu sou de outra terra, bem longe. Moro com meu pai que é lavrador.

E conversaram horas a fio. Suzeni gostou demais daquele coelho gentil, educado, parecia um rei. O mesmo aconteceu com o coelho que não era nada mais nada menos que o rei Floco de Neve. Naquela noite o rei não dormiu direito. A coelhinha não saía da sua cabeça. Assim que o dia amanheceu ele saiu para ver se a encontrava. Desta vez ela estava à beira do lago admirando a paisagem. Ele chegou, disse bom dia, e ficaram conversando por longo tempo. Enquanto isso o general preparava o ambiente para comunicar ao rei que eles tinham arranjado uma noiva para ele. Tomou coragem e foi à presença do monarca. Estava temeroso da reação.

- Majestade, os coelhos de Coelândia não podem mais vê-lo tão solitário, e por minha iniciativa, nós fomos buscar uma noiva para o senhor.

- Ora, eu não quero essa noiva, acho que já escolhi alguém do meu agrado. Ela é linda, distinta, tem bom coração, embora seja estrangeira e não pertença à realeza é uma verdadeira rainha.

Foi um balde de água fria nas pretensões do general. Que coelha era essa? Ficou ressabiado, mesmo assim perguntou ao rei se não gostaria de ver a tal coelha, quem sabe ele não mudaria de idéia. E o rei, meio contrariado, aceitou. Foi marcada uma recepção no palácio para a apresentação. No dia marcado o salão se encheu de nobres todos curiosos para conhecer a futura rainha. O general e sua esposa preparavam Suzeni para conhecer o rei. Ela pensava naquele coelho bonito de quem ela não sabia o nome, mas no coração ela tinha certeza que iria amá-lo para sempre. Mais por educação ela não se negou a conhecer o rei de Coelândia. Chegaram ao palácio. Floco de Neve, sentado no seu rico trono, esperava. De repente soou a trombeta. Entraram o general, a esposa e Suzeni. O rei arregalou os olhos, o coração acelerou. Então era ela. Mas que feliz coincidência. Para Suzeni foi a mesma coisa. O espanto, a felicidade de saber que aquele era o rei para quem estava destinada. Como ele estava bonito no seu trono com aquela capa vermelha enfeitada com arminho branco. O general, segurando Suzeni pela mão, aproximou-se e disse:

- Majestade, esta é Suzeni a jovem da qual eu lhe falei.

- Eu já a conhecia, só não sabia o seu nome. – disse Floco de Neve interrompendo o general.

- Mas... – gaguejou o general.

- Eu a conheci antes de saber da aventura de vocês e sou muito grato a você Coelino e a este povo maravilhoso por se preocuparem comigo.

Floco de Neve pediu Suzeni em casamento e ela aceitou para a felicidade de todos. Quinze dias depois foi realizado o casamento sob as bênçãos da corte e da população de Coelândia. O acontecimento foi tão grandioso que, por muitos anos, foi comentário entre os bichos da floresta.

Fernando Pessoa - Livro do Desassossego

Carta a Mário de Sá-Carneiro
Escrevo-lhe hoje por uma necessidade sentimental - uma ânsia aflita de falar consigo. Como de aqui se depreende, eu nada tenho a dizer-lhe. Só isto - que estou hoje no fundo de uma depressão sem fundo. O absurdo da frase falará por mim.

Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca, enquanto é a de lá, é a de cá; e é esta a razão íntima de todo o meu sofrimento. Há barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não doer, nem há desembarque onde se esqueca. Tudo isto aconteceu há muito tempo, mas a minha mágoa é mais antiga.

Em dias da alma como hoje eu sinto bem, em toda a minha consciência do meu corpo, que sou a crianca triste em quem a vida bateu. Puseram-me a um canto de onde se ouve brincar. Sinto nas mãos o brinquedo partido que me deram por uma ironia de lata. Hoje, dia catorze de Marco, às nove horas e dez da noite, a minha vida sabe a valer isto.

No jardim que entrevejo pelas janela caladas do meu sequestro, atiraram com todos os baloucos para cima dos ramos de onde pendem; estão enrolados muito alto; e assim nem a ideia de mim fugido pode, na minha imaginacão, ter baloucos para esquecer a hora.

Pouco mais ou menos isto, mas sem estilo, é o meu estado de alma neste momento. Como à veladora do "Marinheiro" ardem-me os olhos, de ter pensado em chorar. Dói-me a vida aos poucos, a goles, por interstícios. Tudo isto está impresso em tipo muito pequeno num livro com a brochura a descoser-se.

Se eu não estivesse escrevendo a você, teria que lhe jurar que esta carta é sincera, e que as coisas de nexo histérico que aí vão saíram espontâneas do que me sinto. Mas você sentirá bem que esta tragédia irrepresentável é de uma realidade de cabide ou de chávena - chia de aqui e de agora, e passando-se na minha alma como o verde nas folhas.

Foi por isto que o Príncipe não reinou. Esta frase é inteiramente absurda. Mas neste momento sinto que as frases absurdas dão uma grande vontade de chorar.

Pode ser que, se não deitar hoje esta carta no correio amanha, relendo-a, me demore a copiá-la à máquina, para inserir frases e esgares dela no "Livro do Desassossego". Mas isso nada roubará à sinceridade com que a escrevo, nem à dolorosa inevitabilidade com que a sinto.

As últimas notícias são estas. Há também o estado de guerra com a Alemanha, mas já antes disso a dor fazia sofrer. Do outro lado da Vida, isto deve ser a legenda duma caricatura casual.

Isto não é bem a loucura, mas a loucura deve dar um abandono ao com que se sofre, um gozo astucioso dos solavancos da alma, não muito diferentes destes.

De que cor será sentir?

Milhares de abracos do seu, sempre muito seu,

FERNANDO PESSOA

segunda-feira, 3 de março de 2008

Different ways to record the acoustic guitar with 1 mic


Recording Acoustic Guitar

História para crianças...

Adivinha quanto eu gosto de ti
by Sam McBratney

A Pequena Lebre Castanha que se ia deitar, agarrou-se bem agarrada às orelhas muito compridas da Grande Lebre Castanha.

Quis ter a certeza de que a Grande Lebre Castanha estava a ouvir. - "Adivinha quanto eu gosto de ti" - disse ela. - "Ora bem, acho que não consigo adivinhar isso" - disse a Grande Lebre Castanha.

- "Gosto assim" - disse a Pequena Lebre Castanha, esticando os braços o mais que podia.

A Grande Lebre Castanha tinha uns braços ainda maiores. - "Mas eu gosto de ti assim" - disse ela. - "Hmm é muito" pensou a Pequena Lebre Castanha.

- "Gosto de ti esta altura toda" - disse a Pequena Lebre Castanha.

- "E eu gosto de ti esta altura toda" - disse a Grande Lebre Castanha.

- "É mesmo alto" - pensou a Pequena Lebre Castanha. - "Quem me dera ter uns braços assim".

Então a Pequena Lebre Castanha teve uma boa ideia. Fez o pino, encostada ao tronco muito esticadinha. "Gosto de ti até à ponta dos pés" - disse ela.

- "E eu gosto de ti até à ponta dos teus pés" - disse a Grande Lebre Castanha, fazendo-a girar por cima da cabeça.

- "Gosto de ti até onde eu consigo saltar" - riu-se a Pequena Lebre Castanha, dando pulos e mais pulos.

- "Mas eu gosto de ti até onde eu consigo saltar" - sorriu a Grande Lebre Castanha, e saltou tão alto que os orelhas tocaram no ramo da àrvore.

- "Isto é que é saltar" - pensou a Pequena Lebre Castanha. - "Quem me dera saltar assim".

- "Gosto de ti o caminho todo até ao rio" - gritou a Pequena Lebre Castanha.

- "E eu gosto de ti até depois do rio e dos montes" - disse a Grande Lebre Castanha.

- "É mesmo longe" - pensou a Pequena Lebre Castanha. Tinha tanto sono que já nem conseguia pensar. Então olhou para além das moitas, para a grande noite escura. Nada podia ser mais longe que o céu.

- "Gosto de ti até à Lua" - disse ela e fechou os olhos.

- "Ora, se isso é longe" - disse a Grande Lebre Castanha. - "É mesmo, mesmo longe".

A Grande Lebre Castanha deitou a Pequena Lebre Castanha na caminha de folhas. Inclinou-se e deu-lhe um beijo de boas noites.

Depois deitou-se muito pertinho e murmurou, sorrindo:
- "E eu gosto de ti até à Lua...
...E de volta até cá em baixo".

Ás vezes quando gostamos muito de alguém, queremos encontar uma maneira de descrever como os nossos sentimentos são grandes. Mas como descobrem a Pequena Lebre Castanha e a Grande Lebre Castanha, o amor não é uma coisa fácil de medir.